Desconstrução

Muito bom, baseado na música Construção do Chico Buarque, fizeram este poema, quem fez, não sei, mas apareceu primeiro aqui. Parece a minha vida e de muita gente nesse Brasil publicitário.

Criou daquela vez como se fosse a última.
Fez cada job seu como se fosse o único.
Pensou o dia inteiro e ficou o máximo.
Mandou pro atendimento num e-mail tímido.

Teve que refazer como se fosse máquina.
A campanha reprovada com argumentos sórdidos.
Criou mais uma vez outros roteiros mágicos.
Esperou aprovação como se fosse lógico.

O cliente não gostou e aconteceu o trágico:
pediu pra refazer como se fosse um príncipe.
Tentou reagir mas se sentiu estático.
Pensou mais uma vez no concurso público.

E virou a noite inteira parecendo um bêbado.
Comeu pizza de novo e ficou mais flácido.
Bebeu a noite inteira cafezinhos básicos.
Saiu de manhazinha se sentindo estúpido.
E ainda teve que voltar pra terminar no sábado.

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Animações tipográficas

Ah, voltamos! Voltei, de novo. É mentira se eu disser que é por falta de tempo, eu assumo, não escrevo por pura preguiça e comodismo. Penso: “Ah, agora, ninguém mais vai ver”, blabla. Enfim, vamos lá, eu adoro tipografia e animações tipográficas. Está rodando por ai, pela internet esse dois vídeos super legais de Brent Barson, algum animador buena onda da California que dá aulas na Brigham Young University e isso não mudou nada nossas vidas, mas, achei que deveria falar. Mais informações sobre ele só clicar aqui. A primeira animação é  para um festival de animação e a segunda é só pra ser legal. Vê ai!

Typophile Film Festival 5 Opening Titles from Brent Barson on Vimeo.

F is for FAIL from Brent Barson on Vimeo.

Via @cutedrop e Lucas Vianna

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Rapidinha de quinta

Como nem só de publicidade vive uma mulher. Eu adoro ver ilustrações, fotos, no final acaba tudo virando referência, que vai acabar virando publicidade ou ideia, mas, enfim. Você já deve ter visto alguma das ilustrações desse cara,  o nome pode parecer gringo, mas ele é brasileiro e bem novinho. Will Murai já fez ilustrações para vários anuncios, livros, sites e, o mais legal, dá pra comprar alguns desenhos e ficar com uma parede “pimpona” (de pimp). Clique na Carmen para ir para o site.

Carmen Rocks!

Carmen Rocks!

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Criatividade pode aumentar o valor de um produto?

Uau, que título pomposo. Mas, acabei de ver este vídeo e ele é digno que eu saia do meu ermitanismo e poste. Os australianos da agência  George Patterson Y&R criaram o projeto Wicked Sick Project. Eles foram ao E-Bay, o site de leilões na internet, compraram uma bicicleta do tipo BMX, aquelas pra fazer provas, a compraram por um preço e depois, postaram um novo anuncio com outras palavras e, o resultado, assiste ai e vê.

Via @Ad Me

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Apenas o fim.

Sempre achei que comédias românticas enganam as mulheres e eu adoro comédias românticas, o que só me faz crer que, mulheres adoram se enganar ou eu, né, vai saber?!  Hoje fui assistir um filme que queria ver há algum tempo e ele me fez sair totalmente desenganada do cinema, ponto pra eles, ponto pra mim.

Domingo, frio no Rio e lá fui assistir ao filme, Apenas o Fim, eh, encontro melhor amiga carioca na fila que vai assistir ao Anima Mundi, espero amigo chegar, sala pequena, tá cheia, amigo senta em fileira separada, melhor assim, cada um sofre sua dor de corno sozinho e eu falo, insuportavelmente, no cinema, 20 minutos de trailer, começa o filme.

Uma delícia de filme…cheio de referências nerds/geeks que vão de Godard a Pokemon, assumo, sei mais de Pikachu que de Nouvelle Vague.

Referências para gente da minha idade, eu ri, conversas de verdade, eles namoram de verdade? Nota mental: procurar no Google. Angústias que parecem de verdade, eu me angustiei, eu senti saudade, eu queria ter falado aquilo, droga….

Não vou estragar o filme, se estiver no Rio, está passando no Estação, se não, espera que o DVD pode chegar. Dirigido por Matheus Souza, que tinha 19 anos quando escreveu o roteiro, com Erika Mader,Gregorio Duvivier e ponta do Adnet. O filme foi todo filmado  na PUC/Rio com um orçamento de R$8 mil. E, acabou.

apenas-o-fim

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Fancy Fast-food

Opa, voltei. Não sei até quando, ando meio instável. Eu cresci numa cidade que não tinha fast-food, lá em Rondônia o que rolava era slow food, almoços longos, agora chegou McDonald’s e Subway, os tempos mudam, mas, PFs de carne-de-sol nunca morrerão.

Fuçando blogs achei o Fancy Fast-Food, ou seja, fast-food sofisticado. O cara pega uma McOferta 1 e transforma em “McBife com Batatas”, vale a pena para trazer o gourmet gordinho que existe dentro de todos nós. Essa foto é um tortellini feito com tacos do Taco Bell’s.

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Chuck Porter, eu fui!

Já faz quase uma semana e vou contar como foi só agora, put the blame on São Paulo. Eu tentei escrever, mas, não consegui, enfim,vamos lá.

Quando eu vi no CCSP que iria acontecer uma palestra com o Chuck Porter e  super barata (pros sócios foi grátis), eu resolvi juntar os trapinhos e partir para a cidade grande, acabou não ficando tãooo barato assim, considerando que, eu moro no Rio e é preciso comprar uma passagem até São Paulo. Mas, valeu a pena, o velhinho arrebenta. Foi divertida e é bom ouvir alguém falar de publicidade de forma tão simples.

Chuck Porter é o co-chairman (legal esse nome) da Crispin, Porter + Bogusky, e ele falou algumas coisas que eu acredito desde os tempos de faculdade, como, quem manda é o consumidor, sempre foi assim, sempre será, o comercial de 30″ não vai terminar, o que importa é contar uma boa história e como ela é boa, pode ser contada em qualquer lugar, de qualquer forma. Falou uma coisa que eu não acredito tanto, mas, não vou discutir com o homem.

Eles fizeram campanhas,anúncios, sites memoráveis, o Subservient Chicken existe até hoje, ou este abaixo que foi o comercial mais visto na Alemanha e é em inglês ( e gravado no Rio, me bateu um orgulho de mim em saber isso e não ser mais tão perdida), ou ainda mostrar que não são só “criativos” que podem ter boas ideias para os clientes, um TI pensou neste aplicativo, sensacional, por sinal, para a Domino’s.

E, pra terminar, resumão, é dar a cara a tapa, arriscar, pensar em alternativas mais baratas, em alternativas grátis, gerar buzz. Eu sei que, arriscar, dar a cara a tapa, pode ser um pouco audacioso, ainda mais nestes tempos de corte, mas, vai que a solução está ai? É, acabou virando um post auto-ajuda. Se quiser saber mais, via @CCSP.

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